"É amargo meu viver se passo o tempo pensando em mim mesmo (...)
É doce meu viver se passo o tempo pensando em Ti" Rabindranath Tagore

domingo, 23 de novembro de 2008

Os Olhos do Amor



Os Olhos do Amor
são o meu Natal.
Os Olhos que eu não vi
pousam-me, ainda,
nos pés e as palavras,
nas mãos e a alma,
quando penso que os distraio,
que os perco,
que os traio;
são meu começo,
são meu sentido,
são minhas asas.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
Galeria de Schinke

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Prevalece




À luz do querer bem,
a prece que convém
desenha-se.

Ouve. É tudo quanto não ousa
a palavra, ainda,
e ainda, e breve, diz.

Prevalece, bem aqui,
onde se cumpre a lei,
e vai além,

bem à luz de querer bem.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
Galeria de Mel Toledo

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Vai dar tudo certo!



Quando olhar para o céu,
tão perto e tão seu,
seja um riso
entre as lágrimas
o que oferta a Deus:
a própria felicidade
da paz reconquistada,
do sono, então esquecido
nas infindas madrugadas.

Quando olhar de novo para o céu,
tão seu, tão perto,
vai se lembrar de quando disse
"Vai dar tudo certo!"

(Vai dar tudo certo!)

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.

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Fonte da imagem:
Galeria de a tai.

domingo, 26 de outubro de 2008

Dias de sol

Quando eu puder abrir o coração,
sei que terei muitas flores nas mãos.
Elas terão em si o reino dos sonhos,
mas coroarão dias de sol sob céus reais,
e se doarão de si
muito mais do que há em mim.

Quando o Amor permitir,
terei nas mãos outros tantos
diversos
lírios muito mais belos
e perfumados.

Por hoje só tenho esses campos
desprovidos
gritando aos meus sentidos
que precisam de cuidados.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Mais um pouco

Ainda hoje eu descubro
o meu olhar do mundo.
Removo o peso, o véu, eu mesmo
-removo, eu mesmo, a mim
para olhar de novo.

Ainda hoje eu me descubro
mais um pouco.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Pouca

Já é bem tarde
onde o sol nem nasceu.
Te apressa, verso,
vem ser prece
que a minha veste
já vai ao léu
e Deus não leu
que as vezes todas
em que eu for
não leve,
mas pouca,
guarde os meus tesouros
entre os Seus.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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sábado, 4 de outubro de 2008

Direção



O sentido das palavras
não sei/
eu mal as ouço/ vêm e vão
constantemente
em som tão tênue
que parecem nascidas
na caixinha secreta
que tens nas Mãos
que me reservas/
se às vezes e a custo
ainda as digo
é que ainda me esperam
muito mais do que revelam/
eu prossigo
pois sei quem vela
por mim e elas/
dá direção.
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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
Galeria de Gustty

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Tesouros do coração



Onde eu tenha o coração
eu tenho a vida,
eu sou ação.
Então me leve, a Sua mão,
ao que me plena
a alma de ventura,
ao que me tira do chão...

Sem a armadura da paixão vazia,
eu vou à paz da entrega toda,
ao que me nutra,
ao que me ausenta
do que não sacia.

Pela força do que me liberta...
pela suficiência do que brilha...
pela essência do que me guarda

...em bênção.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
Galeria de violinha

sábado, 13 de setembro de 2008

Da vida



Do que fala a canção mais linda
não diria eu.
Inútil toda medida
de traduzir, no breu,
a Canção da Vida!
Vem em ondas sutilíssimas
derramar-se às flores,
querer que se doe à face dos pequeninos
sorrisos doces,
que se lhes cuide os sonhos,
que se lhes compre as dores.
Pequena toda voz terrena
se outra maior te envolveu.
Mas do que fala a canção mais linda
não diria eu.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
As aves na educação ambiental

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Reconhecimento



Porque eu reconheço
o Amor com que destinas,
ainda, toda Palavra Tua,
aquiesço.

Eu deixo contigo e Teus ventos
o que eu não sei, o que não tenho;
deixo a Teu tempo,
eu me contenho.

Indo por onde me esqueço
vou além, no Teu sustento.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
Galeria de anginhamm

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Aos olhos de quem?



(Dizei, aos olhos de quem
quereis ser vistos?
Ao olhos do mundo,
confusos, finitos,
se fordes o que destoa,
o que em Deus se ilumina,
sereis o louco,
o que vai à toa.)

Não sei como vês, meu Mestre,
o que vê o mundo.
Se vou por Ti, concluo
que o rumo dos loucos
é o Saber Profundo.
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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
mongabay.com

domingo, 7 de setembro de 2008

Terra molhada



Assim é que a Tua Chuva
em mim é tão inteira:
quando faz que eu faça parte,
que eu me inclua
nas veias da terra,
que eu me alague
em sua essência;
que eu me comprometa
com o que me ilumina;
vagalume, centelha, menina
de alma limpa, germe forte.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
mongabay.com

sábado, 6 de setembro de 2008

Passos e passarinhos.



Falta pouco para outro pensamento.
Falta sempre muito para outro movimento
mais profundo.
Não são minhas ainda
todas as minhas ruas.
Acendo suas luzes fracas
e tateio o tempo,
o espaço.
Sobram cadeias e laços.
Um céu de passos.
E passarinhos.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
Galeria de Nadar

À vez das águas



Quando for a vez das águas
vou querer que encharquem
os meus sentidos.
Que misturem os meus olhos
ao seu pranto.
Que se confundam o tanto
de se perderem.

Grossas gotas de ternura
lavando o céu e a terra
dos que não respiram.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
Galeria de Vihh

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Versando em Vida



E que todo adorno se desprendesse.
E o que se revelasse fosse puro como só
a própria ausência de artifício.
De alguma sorte, arte. De fato, fonte.
De onde a prece nunca se calasse,
o sonho nunca se perdesse.

Vindo do Teu canto, do qual seria só reflexo
esse grito hoje ainda rouco, pouco,
mas sempre mais apaixonado,
seria, nas mãos do Tempo, gestação e parto,
cultivando-se em Teu Tempo e ao Teu Verso,
transformando os erros em aprendizado.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
mongabay.com

domingo, 31 de agosto de 2008

Um canto


Um canto no coração
(Yohana)

Com que misterioso prazer
a melodia da terra
me abraça...!?
Parece vinda das suas origens,
dos guerreiros da sua proteção.
Ela se confunde à do canto desses pássaros
que amanhecem à minha janela
fazendo pouco da rotina da cidade,
e que vêm, também, contar histórias,
talvez, também, reclamar direitos...
nunca sem doação...
deixam esse canto na memória
renovado, insistente,
vida afora.
Deixam esse canto no coração.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem: mongabay.com

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Estrela-guia



Quando a estrela brilha
no centro da minha fronte
o cenho pesado desfaz-se

Oriento-me pela Luz
que é minha porque do Pai
que é própria porque merecida
e vou para a Sua presença
na quietude desses campos
que os girassóis compõem

Que valor o desse ouro
que sonho o desse vôo
que leveza a da alma
quando sobre as Suas flores

Não quero mais voltar

Quero os campos dourados
dos Seus passos

Quero ficar
até que o tempo extravase o sol
até que a noite se mostre ao dia
até que a minha estrela
seja guia
à revelia das histórias
que a vida conta

e que a gente conta
à vida

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
mongabay.com

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Possível é ser feliz



Possível
é reconsiderar-se a si,
é acreditar no recomeço
a partir do fim,
sem ignorar o que se foi
até então.

Reconstruir-se, nas ruínas.

Possível é compreender
que Quem ama não concede esmolas,
mas doa o seu melhor.

Possível é o aconchego
na Confiança
para direcionar o pensamento,
conduzir o passo,
a escolha,
a vida.

Impossível é experimentar uma só vez
o Amor agindo
e não deixar-se consumir

(senão por Ele);

e não deixar-se ser feliz.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
Galeria de *Grant*

domingo, 17 de agosto de 2008

Esses versos que não digo



Têm a forma do Sol,
em seus raios penetrantes,
esses versos que não digo -

aqueço
nas pontas dos dedos
que a alma tem.

Quem os diria?
Se dizem antes...

ventando tanto
eles vêm,
de encantados quintais,
que se vão chegando
aos quatro cantos,

vasculhando fantasmas
e entreabrindo risos;
aquarelando prantos,
acordando motivos.

reinventando-se
para sempre mais.


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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
Galeria de marctonysmith

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Quando a gente chora...



Sem Ele a gente inventa
mil motivos pra fugir.
Faz de conta, faz de ir...
Tanto faz... a deprimir-se.
Mas com Ele a gente chora
sem medo da tristeza
-lava a alma
para resgatar-se, inteiro,
para se redescobrir.
Ah... com Ele se renova
toda a vida! É a Sua obra
na obra que se é em si.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
Galeria de Sotomayor

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Apaixonada de Amor



Por quanta luz vais clarear os meus caminhos?
Por quanta voz?!
Por que outros tantos meios
de um só,
de outros jeitos,
vais ainda revelar tantos segredos,
vais ainda consentir algo maior?!

Parece que nunca acaba
essa nossa história...
Já tenho a alma apaixonada de Amor...
Do Amor que é minha própria memória!

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
Galeria de jvverde (no videos)

sábado, 9 de agosto de 2008

No tempo certo



Preciosas são as verdades
todas
no tempo certo de abri-las.

Só você sabe o que (ar)rima.
(Você e Deus!)

Das mais tolas e as mais ricas
vozes soltas,
se abrindo aos céus
para chover,

se vão dizendo as suas preces
e as suas crenças:

só você sabe o que compensa
ser livre. Para Ser.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
Galeria de jvverde (no videos)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Comemoração



Comemoro a vida.
A que me esperança
um tanto qualquer de constância
na minha própria produção.

Comemoro toda presença
que emociona o tanto
de eu agradecer o dia,
o ano.

E comemoro ainda
o que me desdita
a inspiração
- pra que eu seja canto
em nome do que autoriza
a alma, o coração.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem: Galeria de Schinke

No Passo de Alguém



Se me parece pouco
o que quer que eu faça,
que seja além.
Mas que valha mais
como a gente espaça
no passo de alguém.

Porque é a Sua face
que esse olhar vai ver
onde me sorriam ou chorem,
onde quer que passem
por mim,
é preciso que eu seja
o que olhe
como se eu estivesse ali.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem : Embrapa

domingo, 3 de agosto de 2008

Súplica



Age em mim,
que sou parte do Teu plano
de reforma;
eu, que preciso da vida do avesso
para perceber a aurora.

Age em mim,
que a verdade que transforma
é feita também de surpresas

e eu posso surpreeender,
além das promessas.

Age em mim,
que tudo o que peço é clareza
de quem tivesse luz própria.

Age em mim
com a Tua história.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
Arte poética para passarinho

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Se o amor é a dor que acontece.



Acolhe a dor que tortura
nas dores que já conhece,

Se o amor é a dor que acontece,
o mestre!, a lei alva e pura!

Porque a dor do que adoece
é do mesmo amor que cura.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
Cley Birds Gallery

terça-feira, 29 de julho de 2008

Desafios



Angustiam a nossa paz,
dias a fio,
violências de todas as ordens!
Mas não desordenam quem Te confia
todos os dias
de hoje e de além.

Imperfeita ainda, a nossa visão
chora a tristeza incontida,
que nos não arrefece:
amadurece a vontade
de ver outra história

na história das gentes
que choram de mortes,
de perda e de fome...

na história da terra,
das águas, dos vales,
dos seres, das árvores
que aspiram aos céus.

-A história dos ventos
que espalham sementes,
espelhando aves,
respirando Deus.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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imagem: (aves do pantanal)

domingo, 27 de julho de 2008

Cura



por amor de ser livre
cura
para amar-se até a doação

ou até que a sua voz ecoe
sem os freios do que amargura

até que se considere
na plenitude do que nunca é tanto

e esvaziando-se
transborde, inteiro,
do seu próprio canto

do seu próprio meio

20/07/2008

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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imagem: (aves do pantanal)

domingo, 13 de julho de 2008

Desse Amor



Nas Mãos Desse Amor
(Yohana)

Divinas essa pétalas
que vêm das lonjuras
das Constelações
desse Amor tamanho.
Não têm fim.
Não tem fim essa Presença,
a tolerância,
a esperança em mim.

Deito nas Mãos dessa Poesia Maior
a minha vida,
a minha história,
e vou, fortalecida
nessa alforria.

O que essas Mãos delineiam
eu cumpro.
Eis a minha flor mais bem cuidada.
Eis a minha vida
e o meu Amor.
O meu rumo.

sábado, 12 de julho de 2008

Reflexo

A toda luz
que eu me reinvento
sou um vento azul
que reflete pouco
do que brisa dentro,
o Seu amor.

E esse reflexo parco,
de azul medido,
às vezes mente,
convencido
de que tem cor.

Mas tem mesmo só saudade,
só tem mesmo vontade
do vento que nunca foi.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Eu estarei aqui

Quando precisar respirar
profundamente,
guarde silêncio.
Conte até dez
no pensamento
e deixe passar
à margem
o ar de mau tempo.
Deixe passar.
Eu estarei aqui
quando ainda for sede
quando ainda for cedo
quando ainda houver ar.
E Ele ainda
(e também) estará
comigo.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

(De alma)

(Apenas deixe que eu me desconstrua
em mim mesma,

sem pressa de me transformar.

Se eu puder transparecer
nos corações em que exercito o amor,
então a vida me dará a emoção verdadeira.
A que me serve.

E eu posso até me habituar.

Sei que assim as águas correráo mais livres
e eu serei mais simples
para ser.

Leve.)

domingo, 6 de julho de 2008

Em que estrela do tempo?

Em que estrela do tempo
foi que essa voz falou primeiro
ao meu coração?
Em que eternidade do Amor,
da Caridade?
Eu não poderia saber.
Ainda brinca esse mistério
sem mistérios,
na voz que chega sempre suave,
sem imposições, sem guerras
(legitimidade...)!,
como se quisesse me dizer
que é de mim mesmo que vem,
fazendo-Se parte,
deixando-me Ser.

Em que estrela do tempo?
Não sei.
Importa que haja.
Importa que eu haja
na estrela do tempo,
onde age o abraço
que me permanece.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Asas

Se eu fechar os meus olhos,
seja para criar asas.

(As que não me escondam (d)o mundo.)

Porque há muito a ser feito
a cada um de mim
e do meu outro.
Porque a todo instante
sou requisitado
em cada um dos meus papéis;

e eu não aceito ser o que vai com o tempo
e a engrenagem
- viver por passagem.

Quando eu fechar os meus olhos,
seja para abrir os meus canais.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Regozijo

Quando eu aceito
que os Seus braços me abracem,
por prazer,
que o Seu bem me suporte os defeitos
e se alegre com as minhas vitórias...

(porque sou eu...
sou eu que aceito, Senhor...)

quando eu canto silenciosamente
os acordes que vêm dos Seus ventos,
e quando eu deixo
que as lágrimas me exponham
e os sorrisos me vençam...

(porque sou eu...
sou eu que deixo, Senhor...)

quando eu me olho
e me reconheço,
tão pequeno e valoroso...


é que me sinto mais mais livre
no meu próprio eu...

(Porque sou Seu, Senhor!)

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Passo

Já confundi a mim
o quanto podia
...
e
noite após dia.
Não posso mais.
Adiar qualquer verdade
é dormir o sono ruim.
E é desencontrar-se
infinitamente.
Perder-se.
Estou tentando de novo
ser maior que o medo
do esquecimento.

Estou tentando de novo.
Como uma criança,
na ousadia do passo.

A esperança.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Ilumina-me!

Deixa que eu desafogue
por segundos
nesse canto de alma,
quando me recebes em Teu solo de terra firme.
Meu barquinho já vai longe.
Lá por onde ficou a fonte
que eu idealizei
quando já era deserto.

Esfrego os olhos,
e ainda parece
que nada sei desses céus tão claros.
Mas eu sei, agora,
que é questão de tempo
e de caminhada.
A minha morada eu não perdi

-ilumina-me!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Desse Amor



Nas Mãos Desse Amor
(Yohana)

Divinas essa pétalas
que vêm das lonjuras
das Constelações
desse Amor tamanho.
Não têm fim.
Não tem fim essa Presença,
a tolerância,
a esperança em mim.

Deito nas Mãos dessa Poesia Maior
a minha vida,
a minha história,
e vou, fortalecida
nessa alforria.

O que essas Mãos delineiam
eu cumpro.
Eis a minha flor mais bem cuidada.
Eis a minha vida
e o meu Amor.
Eis O meu rumo.

domingo, 1 de junho de 2008

Profundidade

Quando esse coração deserta,
é que se afogou a si
de profundidade.
Agora precisa emergir,
e perdeu o caminho.
Estende essas Tuas estrelas
pelos meus olhos
que eu só sei ver de bem perto,
dentro das minhas águas.

sábado, 31 de maio de 2008

A palavra-sol

Todo pensamento meu
sonha antes que a palavra
ser o sol
na minha boca.

A palavra
tem a força do pensamento
que conduz o sonho para dentro
das mãos.
Se eu zelo pela sua letra,
é que tem asas
do meu sentimento
e a intuição.

A todo o pensamento meu
venha o Seu calor e a Sua chuva,
e morra ou viva do que for Seu,
e Suas mãos,

para que eu, diminuta,
mais me nutra
Dessa Palavra-Sol.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

À raiz.



De tudo o que me emociona,
à raiz o Teu nome.
De tudo o que me impulsiona.

E Tens o nome que dou.
E seja o Teu nome Pai.
E seja o Teu nome Vida.
E seja o que chamo Beleza
e Mar da Vida,
é o Teu nome
que significa o meu Desejo:
prosseguir
sem que a alma anoiteça

até que a minha natureza
seja o próprio sol do caminho.

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Sentido, escrito e publicado
por Yohana.
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Fonte da imagem:
Galeria de Bruno Furtado

domingo, 25 de maio de 2008

São minhas

são minhas ainda todas
as proferidas
confusas
contraditórias
tentando dizer
das decisões mais sóbrias
quando ainda só perdidas

são minhas
pequenas
luzinhas cegas
ainda impróprias
ensejando claridade
que vislumbre poesia

história

Quanto a verdade

Quando, por meus caprichos,
trilhar por velhos enredos,
não desista de me ouvir de novo
com Seus olhos compassivos.
A humanidade em mim
é tão recente
quanto a verdade.
Quanto sonhadora é a criança.
Quanto a esperança é um dom
longe das mãos da ilusão
e da vaidade.

A visto

Quando mais tenho a dizer,
vem o peso das pálpebras
e desequilibra o sentido.
Mas que importa?
Se é mesmo assim tudo isso,
essa natureza em sobreaviso
embaralhando o que avisto...
Se são essas as horas
em que talvez organizo
as gavetas,
reconsidero os precipícios...
reavalio as certezas...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Consumação

Resgatar
de cada uma dessas passagens
a força com que vieram
é a água que me concedes, Pai.
Pois formem desenhos seus barcos,
enquanto fomentem
vida.
E caibam ainda nos meus mananci(ais).

Sejam, de tudo, de tanto,
bem vivido,
que nunca se vende.

E quando não guardar(em)
mais nenhuma sede,
é que se terão consumido.

Lenta, natural
e (um pouco, apenas digo)
tristemente.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Desejo

Nas minhas angústias
haverá sempre espaço para o Seu Bem.
Mas não pense que eu desejo trocá-las,
assim, tão facilmente.
Preciso do que me tira do centro,
do que me universaliza,
e me destrona.
Permita. Permita que eu tateie no escuro
para confiar à minha águia
até o que eu não precisar
ou merecer.
Quero estar apta.
É a mim que vou vencer.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

A respeito de mãe e de vida

Esse colo onde me recolho
sob o doce olhar de Deus,
é seu, mãe.
Nele ainda me aconchego,
de corpo e alma
(de corpo ou alma),
nos caminhos desses seus
valores que são meus,
a respeito de vida.
E é tão boa a paz
que dele emana,
que eu vou mais livre
e em paz, em minhas escolhas,
mais confiante
em minhas andanças.
Do seu amor,
que você chama imperfeito,
permanece, ao longo do tempo,
a boa semente
do amor onde me recolho, mãe,
sob o olhar do amor de Deus,
naturalmente.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Liberdade

Aqui em mim
há um lugar só meu
e Deus,
onde somos, em viva Natureza,
a mais perfeita das expressões.

É em mim que nos tornamos UM.

E a felicidade de senti-LO
é a liberdade de recebê-LO
a despeito de reconhecê-LO
onde ainda nem me vi.

Sou, pelas Suas mãos,
eu sou,
razão e sentimento,
em fé
conduzindo-se.

Nessa luz do pensamento,
vou em mim,
em movimento...
desperto!
Não há o que me faça sucumbir
Eu me encontro,
livre.

É o Seu amor que me liberta
quanto mais me liga
a mim.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Pausa

As minhas mãos estão quase vazias.

Tenho florido tão pouco
além dos meus muros
que o que tenho alcançado
não alcança com graça o Seu Jardim.
Perdoe-me esses instantes de escassez.
As sementes são sempre boas,
mas o terreno precisa de cuidado novo,
ou os ramos se desviarão do Seu rumo.
Não é o que quero.
Não aceito mais o caminho impensado.
O que dá trabalho aos Seus
não é digno de Si.

Hoje posso Lhe oferecer algumas certezas.
São ainda poucas,
mas têm a força do meu melhor.
Porque conheço-Lhe Toda a face,
sem chance de equívoco,
sei que me reconhece
também na ausência,
quando ela me pausa o passo
para pouso mais firme.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O universo de ser.

Brinca dentro de mim
uma tal ventura
que é toda sede,
fonte, horizonte.
Prazer.

Sei quando é o Amor agindo,
convencendo, construindo
o universo de Ser.

Perco o passo da pressa
nessa lúcida loucura,
e aceito o tempo.

- Ahhh... esse mágico movimento
na emoção de renascer.

...

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Um olhar diferente

Não são fragmentos.
Os olhares
com que me persigo
têm sua dor e seu sorriso
mais consistentes,
a traduzirem,
desesperadamente,
anseios de eras a fio.
Percurso. É o que são.
Prece. Desgovernada,
feliz
e ambiciosa,
rompendo as grades da prisão.
...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Pelas próprias mãos

De tudo quanto é equívoco
em orbes mata-borrão,
mais humilhante o vício
da própria destruição.
Não que a fome não ultraje,
a solidão não mate,
a selvageria não doa...
Mas o que faz à arte
de viver a gente
sem auto-liberdade!?
Na tristeza, que definha,
no medo, que delimita,
no ódio, que enferma,
na droga, que corrompe...
A gente que se faz tolhida
se perde de si, se aniquila
nas mãos da própria anuência.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Pedra bruta

Toma estas mãos nas Suas,
que esse tempo Lhe pertence,
como a minha própria vida.

Crua e inábil,
quebrarei as letras
e o sentido.
Mas não desista de mim,
e quando a vida lapidar meu verso,
o dia manterá Sol,
em todo o seu brilho.
...

de gente humana

Adoça a vida, essa, amarga,
com essas mãos e palavras
de gente humana.
Não é fácil tentar ser bom,
tentar ser certo;
mas suportar a própria pequenez
é mais pesado
que transportar as pedras.
...

sábado, 19 de janeiro de 2008

Quando o meu amor não for bastante

Algumas vezes,
não será bastante
o amor que eu dedique.
Preciso estar com o coração limpo
para não crer que posso abastecer,
de qualquer jeito,
o outro,
com o que tenho.
Nesses momentos,
se eu recorrer a Ti atordoado,
é só me estenderes
a Tua paciência de Pai,
é só deixares eu perceber-me
em Teu semblante,
e outra vez terei o suficiente
para prosseguir,
confiante,
do o tanto que eu vou,
do tanto que eu venho.
...

Um pouco mais que o certo

Se eu não puder secar
alguma dor que precipite
pela face do amor,
não me leves pra longe;
seja colo a minha alma,
Senhor,
onde o choro se derrame,
e se confundam às Tuas
as minhas mãos de afago,
de afeto.
Porque incerto é todo o tempo
por aqui,
e às vezes a gente chora
e se demora na dor,
um pouco mais que o certo.
...

sábado, 12 de janeiro de 2008

Ao Teu coração

Preciso de muito mais
do que palavras.
Mas aqui, e para Teu coração,
sou toda a alma.

Cada um desses instantes
Te reencontro
e apreendo,
compreendo o mundo e a dor.
Nunca deixes que eu me conforme
e cegue os sentidos
para o erro.
Mas nunca deixes
que eu me transforme
esquecendo o meu começo.

Se eu puder fazer bem feito,
seja feita, assim, a minha parte.
Devendo ao outro, respeito...
A Ti, boa vontade.

...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

No Teu Nome

Quando eu digo o Seu nome,
sou criança buscando o pai,
a mãe, a proteção.
E o Seu amor corresponde,
me puxando pela mão.

Nesse colo abençoado,
o Amor conforta,
fortalece p'ra a vitória.
Amor que ainda não sei
compreender.
Do nada que eu sei,
Amor ensina.
Amor de pai, amor de mãe,
bendita a sina
a de ser amado por Você.

Se o Seu Amor me fez
condenado a vencer,
condena-me
a ser sempre um Seu servo,
aonde eu for, eu quero,
muito mais, Te merecer.

...

Quem sou eu

Minha foto
... uma alma apaixonada pela idéia da vida. Em qualquer de suas instâncias. Buscando, nalguma intensidade da arte, conhecer-se, amadurecer, conceber-se..

Digno

Ainda que toda palavra falte,
e toda ação pareça contida.
Ainda quando seja medida
a claridade, a música
que cadencia a vida.
Quando o sonho apresentar-se frágil,
e a esperança, tímida.
Quando eu seja mínimo,
e mínimo pareça o motivo.
Eu serei o que universa
a Sua força pelos meus sentidos.
O que O sabe nas próprias entranhas,
e reflete, na própria clausura,
para libertá-LO,
imperturbável, digno.
 

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